Jejum Intermitente: uma ferramenta metabólica, não uma moda.
Interessante ferramenta para uma Longevidade Saudavel.
Dra Gladys Guerra
1/5/20264 min read


Jejum Intermitente: uma ferramenta metabólica, não uma moda.
Durante décadas, fomos educados sob a premissa de que “ficar sem comer faz mal”, de que o corpo precisa estar constantemente alimentado para funcionar bem. Essa visão, embora bem-intencionada, ignora um aspecto fundamental da fisiologia humana: o organismo e biologicamente funcional para alternar períodos de alimentação e jejum.
O jejum intermitente não é uma dieta, tampouco uma prática extrema. Trata-se de uma estratégia metabólica, baseada em evidências científicas, que respeita mecanismos ancestrais de adaptação do corpo humano.
O que acontece no corpo durante o jejum?
Quando comemos o tempo todo, o organismo permanece em estado constante de estímulo insulinêmico. Com o passar dos anos, isso contribui para inflamação crônica, resistência à insulina, sobrecarga hormonal e aceleração do envelhecimento celular, presta atenção, envelhecimento celular.
Durante o jejum, ocorre uma mudança metabólica conhecida como flexibilidade metabólica. O corpo passa a utilizar suas reservas energéticas de forma mais eficiente e ativa processos de reparo celular, como a autofagia, mecanismo fundamental para a saúde a longo prazo.
Benefícios sistêmicos do jejum intermitente:
1. Saúde articular e inflamação: Processos inflamatórios crônicos são um dos principais fatores por trás de dores articulares, artralgias e doenças degenerativas. O jejum intermitente contribui para a redução de marcadores inflamatórios, auxiliando na preservação das articulações e na melhora da mobilidade.
2. Sistema imunológico: Durante o jejum, ocorre uma renovação funcional de células imunológicas. Estudos demonstram que períodos controlados de jejum podem melhorar a eficiência da resposta imune, reduzindo inflamações desnecessárias e fortalecendo a defesa contra agentes externos.
3. Sistema nervoso e cognição: O cérebro se beneficia significativamente do jejum. Há aumento da produção de BDNF (fator neurotrófico derivado do cérebro), associado à neuroplasticidade, memória e proteção contra doenças neurodegenerativas. Muitos pacientes relatam melhora na clareza mental, foco e estabilidade emocional.
4. Equilíbrio endócrino: O sistema hormonal responde positivamente quando o organismo sai do estado de estímulo contínuo. O jejum contribui para: melhora da sensibilidade à insulina, redução do estresse adrenal, melhor regulação de cortisol, leptina e grelina. Esse equilíbrio hormonal impacta diretamente energia, sono, humor e controle de peso.
5. Longevidade e envelhecimento saudável: A ativação de mecanismos celulares de reparo e reciclagem está diretamente associada à longevidade funcional. O jejum não busca prolongar a vida a qualquer custo, mas melhorar a qualidade dos anos vividos, preservando autonomia, vitalidade e saúde metabólica.
O ponto crucial: individualização e acompanhamento médico.
É fundamental esclarecer: jejum intermitente e um estilo de vida saudável, não é indicado de forma genérica. Pessoas com condições específicas com uso de medicações, distúrbios hormonais ou histórico metabólico, devem ser avaliadas individualmente, e ter acompanhamento medico. Vamos supor que eu queira me cadastrar para participar numa maratona, pois devo saber que devo trenar, passar por um processo de preparação para estar na melhor condição de saúde para vencer nesse desafio. O jejum, uma alternância entre períodos de alimentação e períodos de repouso alimentar individualizado, também exige um período de preparação, avaliando individualmente a resposta metabólica de cada paciente. Quando bem conduzido, com Acompanhamento médico capacitado, alimentação adequada no período alimentar, correção de deficiências nutricionais, Associação com outras ferramentas de estilo de vida saudável (sono satisfatório, manejo do estresse, atividade física) o jejum se torna uma ferramenta terapêutica segura e eficaz.
Jejum intermitente e suplementação: uma relação estratégica, não opcional
Do ponto de vista médico e funcional, o jejum intermitente não deve ser analisado isoladamente. Quando utilizamos o jejum como ferramenta metabólica, alteramos intencionalmente a dinâmica hormonal, energética e nutricional do organismo. Nesse contexto, a suplementação adequada deixa de ser acessória é estratégica.
O jejum promove benefícios importantes, mas também aumenta a demanda por eficiência metabólica. Para o corpo responder positivamente e não entre em estado de estresse fisiológico é essencial garantir que micronutrientes, cofatores enzimáticos e substratos celulares estejam adequadamente disponíveis.
Por que a suplementação é relevante durante o jejum?
È relevante se suplementar, reforçando que fazer Jejum não e passar fome,. A prevenção de deficiências nutricionais em indivíduos que já apresentam carências prévias (algo extremamente comum na população adulta), a prática do jejum sem suporte nutricional pode: 1.-Acentuar déficits de minerais e vitaminas, 2.- Comprometer função tireoidiana e adrenal. 3.-Reduzir desempenho cognitivo e imunológico.
A suplementação atua como base de segurança metabólica, especialmente em jejuns prolongados ou frequentes.
Conclusão: educação, consciência e responsabilidade
O jejum intermitente não é passar fome! Ele faz parte de uma abordagem mais ampla de saúde integrativa e preventiva. Não se trata de restrição, mas de respeito à fisiologia humana.
Educar-se, compreender o próprio corpo e buscar orientação profissional são passos essenciais para transformar o ceticismo em consciência. O verdadeiro objetivo não é simplesmente emagrecer ou “seguir uma tendência”, mas caminhar rumo a um envelhecimento saudável, com equilíbrio metabólico, imunológico e hormonal.
Dra. Gladys Guerra.
